Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação – VEAPV

Após a identificação dos eventos adversos, o passo seguinte é a NOTIFICAÇÃO. A notificação é a comunicação da ocorrência do evento adverso pós-vacinação ao serviço ou à unidade de saúde, imediatamente superior.

O Sistema Nacional de Vigilância dos Eventos Adversos Pós-Vacinação, implantado nacionalmente, dispõe dos seguintes instrumentos:

• Formulário próprio de Notificação/Investigação;
• Manual de vigilância com informações sobre os principais eventos associados às vacinas utilizadas na rede pública e instruções sobre a conduta a ser adotada frente à ocorrência destes agravos;
• Sistema informatizado SI-EAPV (Sistema de Informação de Eventos Adversos Pós-Vacinação).

 

A partir do ano 2000 foi implantado em âmbito nacional o SI-EAPV – Sistema Informatizado de Eventos Adversos Pós-Vacinais, que tem permitido análise mais rápida e contemplando maior número de variáveis provenientes do formulário de notificação/investigação de EAPV. O sistema é flexível, possibilitando contínuas atualizações para atender às necessidades dos profissionais de saúde que lidam com a VEAPV no Brasil.

Clique aqui para acessar o Formulário de Notificação/Investigação de Eventos Adversos Pós-Vacinação associados ao uso de Vacina, Soro ou Imunoglobulina.

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 SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO (VEAPV)

A tarefa da vigilância epidemiológica dos eventos adversos pós-vacinação é realizar o monitoramento destes eventos de forma a permitir que os benefícios alcançados com a utilização das vacinas sejam sempre superiores aos seus possíveis riscos.
Reforçando a importância da VEAPV, em 15 de julho de 2005, foi publicada a Portaria nº 33 da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, introduzindo os eventos adversos pós-vacinação como agravo de notificação compulsória.

 

O Ministério da Saúde/Programa Nacional de Imunizações – PNI estruturou o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos Pós-Vacinação com os seguintes objetivos.

  • Quais os eventos adversos pós-vacinação que devem ser notificados?

TODOS OS EVENTOS ADVERSOS QUE RETORNAREM À UNIDADE DE SAÚDE, POR DEMANDA ESPONTÂNEA, DEVEM SER NOTIFICADOS. Isto é, tanto os eventos comuns, ou esperados, quanto outros eventos. Para garantir este retorno, é fundamental que, na triagem, o cliente tenha orientação sobre:

Evento adverso comum ou esperado:

O cliente só deverá retornar à sala de vacina caso o evento comum, ou esperado, ocorra de maneira mais intensa, ou demore muito a passar.

  • Como notificar um evento adverso pós-vacinação?

A notificação do evento adverso pós-vacinação deve ser feita através do preenchimento da Ficha de Notificação, que se encontra disponível nas unidades de saúde.

Todo trabalhador da sala de vacina, seja de nível médio ou de nível superior, pode fazer a notificação em todas as unidades de saúde do SUS do país. A pessoa que for preencher a ficha deverá assiná-la.

 

  • Fluxograma de Notificação e investigação de EAPV

fluxograma

 

Fluxograma de Informação 

  • Fluxo normal – Ficha de Notificação e Investigação de Eventos Adversos
  • Fluxo imediato – Telefone/Fax/Internet.

 As unidades básicas de saúde, de pronto atendimento e hospitalares geralmente são as unidades notificantes. No entanto, qualquer unidade de saúde pública ou privada deve notificar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação.

Após a identificação de um evento, a notificação/investigação deve ser iniciada prontamente com o formulário preenchido e encaminhado à Vigilância Epidemiológica local ou municipal. Para fins da vigilância epidemiológica, o tempo máximo para se considerar a investigação iniciada em tempo oportuno é de 48 horas após a notificação.
Além de preencher o formulário de investigação de eventos adversos pós – vacinação, fazer cópia do cartão de vacinação, assim como de todos os registros (ficha de atendimento, prontuários, exames realizados, etc.) das unidades de saúde por onde o paciente passou, fazer visita domiciliar, coleta de dados, para acompanhamento do cliente e orientação aos familiares, repassar novas informações às instâncias superiores e  fazer acompanhamento do caso.
A notificação/investigação deverá ser encaminhada às regionais de saúde (formulário/meio eletrônico), que ao receberem dos municípios devem proceder a sua análise, realizar as complementações necessárias e encaminhar ao nível estadual.
Os dados da investigação inicial devem ser digitados no sistema de informação e atualizados sempre que novas informações forem incorporadas à investigação.
Atribuições dos Diferentes Níveis do Sistema de Saúde 
Todos os eventos compatíveis com as definições de caso estabelecidas devem ser notificados, seguindo o fluxo abaixo:
  •  Farmacovigilância de Vacinas/Imunobiológicos
A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende como farmacovigilância de vacinas e de outros imunobiológicos o processo de detecção, avaliação, compreensão, prevenção e comunicação de eventos adversos pós-imunização ou qualquer outro problema relacionado com a vacina ou vacinação. Detectou-se, a partir desse conceito, necessidade de aprimorar o conhecimento da relação benefício/risco de vacinas e outros imunobiológicos e de minimizar seus efeitos nocivos à população.
Há que se considerar também a importância da integração das vigilâncias epidemiológica e sanitária, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), para proteger e promover a saúde da população por meio da segurança dos produtos e serviços.
Clique aqui para acessar a Portaria Conjunta nº 92, de 9 de outubro de 2008. 

A efetividade do programa de farmacovigilância está diretamente relacionada à participação ativa dos profissionais de saúde.

Clique aqui para acessar o Perfil das Notificações de Reações Adversas à Vacinas recebidas pela Unidade de Farmacovigilância da ANVISA.

A vacinação segura procura garantir a utilização de vacinas de qualidade, aplicar, rigorosamente, as boas práticas de imunização; monitorar os eventos adversos pós-vacinação (EAPV) que, por ventura, possam ocorrer; além de fortalecer alianças com os meios de comunicação com mensagens claras sobre as estratégias, prioridades e segurança da vacinação.

 

Referências:

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica.  Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação – Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação: cartilha para trabalhadores de sala de vacinação. – Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
  • portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=30950&janela=1
  • http://www.visa.goias.gov.br/post/ver/134395/eventos-adversos-pos-vacinacao
  • Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Portaria Conjunta nº 92, de 9 de outubro de 2008. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2008/poc0092_09_10_2008.html

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