Tétano

O tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa causada pela toxina do bacilo tetânico que se desenvolve anaerobicamente, ou seja, se desenvolve na ausência de oxigênio, no interior de um ferimento, como o coto umbilical, por exemplo.

A doença caracteriza-se clinicamente por contraturas musculares dolorosas que surgem primeiro nos músculos da face, do pescoço e depois nos músculos do tronco, podendo se estender por todo o corpo, produzindo espasmos e convulsões que podem levar à morte por asfixia.
No tétano do recém-nascido (tétano neonatal), em geral, os sintomas aparecem entre o 5º e o 12º dia, mais frequentemente em torno do sétimo dia, daí ser conhecido também como “mal de sete dias”.
agente infeccioso é um bacilo gram-positivo e anaeróbio, o Clostridium tetani.
O reservatório do bacilo é o trato intestinal do homem e de animais domésticos, especialmente o cavalo, onde vive sem causar nenhum problema. O solo, principalmente o cultivado para agricultura, a pele e/ou qualquer instrumento perfurocortante contaminado com o bacilo também são reservatórios.
O tétano não é uma doença contagiosa e, portanto, não se transmite de pessoa a pessoa. No chamado tétano acidental os esporos do bacilo Clostridium tetani são introduzidos no corpo por intermédio de um ferimento, geralmente do tipo perfurante, contaminado com terra, poeira de rua e fezes humanas e de animais. Queimaduras e tecidos necrosados favorecem, especialmente, o desenvolvimento do bacilo anaeróbio. Ferimentos insignificantes, muitas vezes despercebidos, também podem ser porta de entrada dos esporos.

Já o tétano neonatal acontece pela contaminação do coto umbilical com esporos do bacilo Clostridium tetani, devido à infecção do umbigo não cicatrizado. A infecção ocorre quando o umbigo é ‘tratado’ com o uso de substâncias e instrumentos impróprios e contaminados com esporos.

O período de incubação é de dois dias a três semanas, variando de acordo com a natureza, a extensão e a localização da ferida. Quanto menor o tempo de incubação mais grave é o prognóstico. Como o tétano não se transmite de um indivíduo a outro, não há período de transmissibilidade.
A suscetibilidade é universal. A letalidade é maior nos recém-nascidos.
A doença não confere imunidade. A imunidade é adquirida pela administração de vacinas que contêm o toxóide tetânico: a DTP; a dupla tipo infantil (DT) contra difteria e tétano, a dupla tipo adulto (dT).

Quando a mãe é vacinada os anticorpos maternos protegem o recém-nascido contra o tétano neonatal. No caso de reação após a administração da vacina DTP a pessoa deve ser encaminhada a um CRIE para receber a vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa).

A imunidade dura cerca de 10 anos, quando, então, deve ser dado novo reforço. Em algumas situações a profilaxia da doença é complementada com a administração do soro antitetânico (SAT) e/ou da imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT), indicada para substituir o SAT nos casos de reação.
O SAT e a IGHAT não conferem imunidade temporária e a doença não confere imunidade permanente, por isto o paciente deve iniciar ou completar o esquema de vacinação.

 

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.