Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância.

Na fase inicial caracteriza-se por apresentar febre, tosse seca, coriza, lacrimejamento e fotofobia. Ocorre, também, intensa hiperemia da mucosa oral, observando-se, com freqüência, nessas regiões, pequenos pontos esbranquiçados chamados manchas de Koplick. Em torno do quarto dia da evolução da doença surge o exantema. A tosse passa a ser produtiva, com secreção. As manchas de Koplick desaparecem e a febre vai diminuindo até desaparecer, mais ou menos, no quarto ou quinto dia do exantema.

A doença provoca perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. As complicações contribuem para a gravidade do sarampo principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade, fazendo com que a doença se constitua em importante causa de morbimortalidade. Hoje, depois das campanhas de vacinação e vigilância epidemiológica, o Brasil se encontra em fase de eliminação da doença.

O agente infeccioso é um vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.

A fonte de infecção é o homem, sendo o homem doente, o único reservatório.
O sarampo se transmite de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas. A transmissão ocorre quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema, até quatro dias após o início da erupção e durante todo o período febril.

O período de incubação é de sete a 18 dias, sendo a média de 10 dias.  E, a suscetibilidade é universal.
A imunidade é conferida pela doença e pela vacina tríplice viral (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola) e a dupla viral (contra sarampo e rubéola). Em 2000, a vacina monovalente contra o sarampo foi substituída pela vacina tríplice viral, incluída no calendário da criança a partir de um ano de idade. A vacina é a única medida preventiva e a mais segura. Todas as mulheres até 49 anos devem ter uma dose da vacina e os homens até 39 anos também devem ser vacinados, independente de história pregressa da doença.

Desde 2001 não há circulação autóctone do vírus, registrando-se casos relacionados a casos importados de países onde a doença ainda persiste. Japão, Alemanha, alguns países da África e outros da Ásia não apresentam uma cobertura vacinal muito ampla contra o sarampo, sendo recomendado que os profissionais da área de turismo e os viajantes residentes no Brasil que tenham como destino países pertencentes a outros continentes que não as Américas procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem para serem vacinados.

A mãe imunizada passa anticorpos para o filho, possibilitando uma imunidade temporária. No Brasil, mais de 80% das crianças perdem esta imunidade antes dos nove meses de idade.

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.