Influenza (Gripe)

A influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, causada pelo vírus influenza de distribuição global e elevada transmissibilidade. A doença e suas complicações (principalmente as pneumonias) são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país. Sua característica principal é se manifestar sob a forma de surtos ou epidemias, aparecendo, também, pandemias a intervalos regulares.

O quadro clínico apresenta início súbito com instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38 ºC ou mais, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Com a progressão da doença, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantém-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre.

A influenza sazonal corresponde à circulação anual de variantes antigênicas dos vírus da influenza humana que resultam de alterações parciais da sua estrutura genética. A circulação dessas variantes ocorre, geralmente, nos meses mais frios nos locais de clima temperado ou no período chuvoso nos locais de clima tropical. No Brasil o padrão de sazonalidade varia entre as diversas regiões, sendo mais marcado naquelas que têm estações climáticas bem definidas. A influenza sazonal manifesta-se por meio de surtos anuais de magnitude, gravidade e extensão variáveis.

A principal medida de prevenção é a vacinação anual dos grupos de maior risco para as complicações e óbitos pela doença.

O agente infeccioso é o vírus da influenza, pertencente à família Orthomyxoviridae, gênero Influenza vírus. Existem três tipos distintos do vírus da influenza: A, B e C. Os vírus A e B são os principais agentes causadores da gripe no homem. No momento atual, a ação do tipo C é inexpressiva.

Os vírus podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura). Os tipos A e B causam maior morbidade e mortalidade que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus influenza A, pela rápida variação antigênica o que favorece o rápido aparecimento de suscetíveis na população. Outras informações podem ser encontradas no Guia de Vigilância Epidemiológica da Influenza – Ministério da Saúde.

O reservatório é o homem. Também se constitui em reservatório dos vírus aves selvagens e domésticas, suínos, focas e equinos, caracterizando a influenza como zoonose.

A fonte de infecção é o homem e os animais infectados.

A transmissão ocorre pelo contato com pessoas e animais infectados, por meio de gotículas nasofaríngeas, ou por intermédio de objetos (fômites) recém-contaminados com secreções respiratórias dos infectados. As principais características do processo de transmissão da influenza são:

a) alta transmissibilidade, principalmente em relação à influenza A;

b) maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas; e

c) rápida variação antigênica do vírus influenza A.

O período de incubação é, em média, de um a cinco dias. A transmissibilidade ocorre, em média, de três a sete dias a partir do início dos sintomas clínicos. A suscetibilidade é universal.

A imunidade conferida pela doença é duradoura para o tipo e subtipo do vírus que a causou. A imunidade conferida pela vacina é de curta duração e, raramente, ultrapassa 12 meses, limitando-se ao tipo e subtipo das cepas dos vírus influenzae contidas na composição do produto. A vacina contra o vírus influenza é indicada a partir dos seis meses de idade, mas a atual política de vacinação do Ministério da Saúde está direcionada para a população acima de 60 anos, gestantes, mediante campanhas anuais. A vacina também faz parte do calendário de vacinação da população indígena e está disponível durante todo ano no CRIE para situações e grupos de risco específico.

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.

Deixe uma resposta