Hepatite B

O início da doença, geralmente, é insidioso, com falta de apetite, dores abdominais, náuseas e vômitos. Às vezes, ocorrem dores musculares e fadiga, seguidas, frequentemente, de icterícia. Pode não haver febre ou aparecer uma febre baixa. Em alguns casos a infecção é inaparente, em outros se manifesta de modo fatal e fulminante, com necrose hepática aguda e maciça.

O agente infeccioso é o vírus da hepatite B (VHB), da família Hepadnaviridae.

O único reservatório natural é o homem, na condição de doente ou de portador sadio. O vírus replica-se em laboratório apenas em primatas não humanos mais evoluídos, como o chimpanzé.

A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade na pele e/ou nas mucosas. O vírus é transmitido na relação sexual; na exposição percutânea (parenteral); e por meio de agulhas ou outros instrumentos contaminados, como por exemplo, ao fazer tatuagem ou na perfuração da orelha. A transmissão ocorre, ainda, pela transfusão de sangue e seus derivados, quando não há controle de doadores, com investigação sobre a presença de agentes causadores de doenças transmissíveis. Outra forma de transmissão é a que acontece a partir do uso de drogas endovenosas, de procedimentos odontológicos, cirúrgicos e de hemodiálise, quando não são respeitadas as normas universais de biossegurança. Há, também, a transmissão perinatal, no caso de criança cuja mãe é portadora de HBsAg positivo. O contato devido à promiscuidade nos domicílios superlotados é outra maneira de transmissão da hepatite B. A transmissão fecal-oral não foi demonstrada.

O período de incubação é de 30 a 180 dias, sendo a média de 60 a 90 dias.

A transmissão do vírus é iniciada antes do aparecimento dos sintomas (duas a três semanas), mantendo-se durante a fase aguda da doença e no estado de portador crônico. Em muitos casos, o estado de portador persiste por vários anos e até durante toda a vida.

A suscetibilidade é geral. A doença, comumente, é mais leve nas crianças.

A doença e a vacina contra a hepatite B conferem imunidade duradoura. A recomendação é administrar a primeira dose da vacina nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. A vacina protege, também, contra infecção pelo vírus da hepatite D, uma vez que este vírus só existe em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B (VHB).

Os procedimentos para a administração da vacina contra a hepatite B estão descritos na parte Tipos de Vacina – Vacina Contra Hepatite B.

A imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) confere imunidade temporária. No caso do recém-nascido cuja mãe tem sorologia positiva para o HbsAg a administração da vacina contra a hepatite B nas primeiras 12 horas, juntamente com a IGHAHB é altamente eficaz na prevenção da infecção transmitida verticalmente (da mãe para o filho).

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.

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