Doença Meningocócica

Doença bacteriana, aguda, grave, que se caracteriza, basicamente, pela presença de febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos e sinais de irritação meníngea. O prognóstico da doença meningocócica depende, fundamentalmente, do diagnóstico precoce e da instituição imediata e adequada do tratamento.

O agente infeccioso é uma bactéria gram-negativa a Neisseria meningitides. A Neisseria possui vários sorogrupos, sendo mais freqüentes o A, o B e o C, responsáveis por epidemias.

O reservatório da doença meningocócica é o homem, na condição de doente ou o de portador sadio.

A transmissão da Neisseria ocorre de pessoa a pessoa, por meio das secreções da nasofaringe, com maior frequência, a partir do portador sadio. A transmissão indireta é questionável, pois a bactéria é muito sensível à variações de temperatura.

O período de incubação pode variar de dois a 10 dias, sendo em média de três a quatro dias. A transmissão perdura até a bactéria desaparecer das secreções da nasofaringe, o que ocorre, geralmente, 24 horas após o início da terapêutica adequada, quando se trata de transmissão a partir do caso clínico. O portador sadio pode transmitir o agente infeccioso durante bastante tempo (por até 10 meses). Essa transmissão também cessa com o tratamento quimioprofilático.

A suscetibilidade, embora universal, é baixa. O percentual de portadores sadios é elevado quando comparado ao número de pessoas que desenvolvem a doença.

A meningite confere imunidade para o meningococo do sorogrupo específico que causou a doença, mas não é duradoura. O grau e duração dessa imunidade ainda são desconhecidos. A imunidade específica também é conferida por vacinas específicas. Estão disponíveis vacinas contra a meningite causada pelos sorogrupos B e C: a vacina contra a meningite causada pelos sorogrupos BC (esta vacina não é oferecida pelo Ministério da Saúde por questões técnicas) e a vacina contra a meningite causada pelo sorogrupo C.

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As vacinas contra a meningite, conferem imunidade relativa e de curta duração. São administradas em situações de surto quando comprovado o sorogrupo causador e em situações específicas nos CRIE.

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.

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