Doenças Imunopreveníveis

Todos os agentes infecciosos possuem propriedades que ajudam a determinar a ocorrência da doença, identificando-se para cada um deles os mecanismos que permitam deter a sua disseminação. Um esquema que facilita a compreensão destes mecanismos é a chamada cadeia de transmissão de doenças ou cadeia epidemiológica ou cadeia de infecção, que pode ser ilustrada por uma corrente, cujos elos representam pontos importantes no processo de determinação da doença:

  • O agente causal específico: bactéria, vírus, outros;
  • O reservatório: homem ou animal que abriga o agente causador, apresentando ou não a doença;
  • A porta de saída: local por onde o agente causador é eliminado (boca, nariz, aparelho digestivo, etc.);
  • O modo de transmissão: maneira como o agente causador passa do doente para o sadio (novo hospedeiro);
  • A porta de entrada para o novo hospedeiro: local por onde o agente causador entra para o organismo;
  • A suscetibilidade: capacidade de o novo hospedeiro enfrentar o agente causador, o que resulta ou não na ocorrência da doença.

 

O meio ambiente físico e social, as condições de vida e de saúde de uma população, hoje caracterizados como determinantes da saúde, se constituem, cada vez mais, como aspectos importantes do processo saúde/doença na população, podendo facilitar ou dificultar a transmissão do agente causador e influenciar na capacidade do indivíduo em enfrentar e superar a ação desse agente em seu organismo. Também são consideradas nesses determinantes as condições de acesso aos serviços de saúde – e neste caso à vacinação – com importantes repercussões no avanço de determinadas doenças ou agravos em uma comunidade.

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A atuação sobre o contexto, a construção e consolidação de políticas públicas, o desenvolvimento econômico, o acesso à educação e as mínimas condições sociais constituem os principais determinantes da situação de saúde/doença de uma população, tendo importante impacto no padrão de adoecimento e morte. Nessa perspectiva, a adoção de medidas específicas pode contribuir para quebrar ou romper a cadeia de manutenção das doenças transmissíveis, a exemplo da vacina que interfere na suscetibilidade dos indivíduos, resultando na proteção coletiva.

Há algumas doenças e agravos cujo controle, eliminação ou erradicação, estão relacionados à imunização, seja ela, ativa ou passiva. O objetivo, ao apresentar essas características, é contribuir para informar sobre o processo de adoecimento e suas consequências e de como a  vacinação ativa ou passiva, realizada com eficiência, pode minorar sofrimentos e influenciar para uma melhor qualidade de vida das populações, além do fato de que a prevenção de um conjunto de doenças tem importante impacto na redução dos custos do SUS investidos em atenção à saúde de média e alta complexidade.

Referência: 

  • Bahia. Secretaria da Saúde. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Coordenação do Programa Estadual de Imunizações. Manual de procedimento para vacinação. Salvador: DIVEP, 2011.

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