O efeito da Vacina na indução da Resposta Imune

Para Roitt, Brostoff e Male (2003, p. 11) “o princípio da vacinação está baseado em dois elementos fundamentais da reposta imune adaptativa, memória e especificidade”.

Evidencia-se que a resposta imunológica adequada depende da colaboração entre diferentes e múltiplos campos de ação: desde a fase inicial com células apresentadoras de antígenos, que vão processá-los e apresentar determinantes antigênicos aos linfócitos Th, até a ativação de todas as fases da resposta imune a partir das linfocinas produzidas, inclusive os linfócitos B, para a produção de imunoglobulinas (anticorpos).

Assim como as doenças naturais, que se replicam nas células do hospedeiro induzindo resposta imunológica, as vacinas virais vivas apresentam o mesmo poder. Produzem imunoglobulinas de diversas classes, inicialmente IgM e depois IgG. Com apenas uma dose, induzem a imunidade celular e memória duradoura.

Já com as vacinas inativadas, para uma adequada proteção e obtenção de memória, faz-se necessário a repetição das doses. Com a sensibilização do organismo à primeira exposição ao antígeno, anticorpos predominantemente da classe IgM são produzidos. Já o segundo contato, com a participação de linfócitos de memória, há a indução da resposta mais rápida de anticorpos, havendo a predominância dos anticorpos da classe IgG.

Alterar o patógeno ou suas toxinas de tal modo que eles se tornem inócuos sem perder a antigenicidade, é o principal objetivo no desenvolvimento da vacina, ainda segundo Roitt, Brostoff e Male (2003). Isto só é possível porque os anticorpos e as células T citotóxicas não reconhecem o organismo ou a toxina como um todo, apenas determinadas partes dos antígenos, os epítopos.

Cabe lembrar, que outros fatores importantes como a idade do receptor, a quantidade de antígeno e a via de apresentação podem influenciar diretamente na intensidade e tipo da resposta imune produzida.

Referências: 

  • ROITT, I; MALE, D; BROSTOFF, J. Imunologia. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003.