Indução da Resposta Ativa e Passiva

A imunidade ativa, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS (2010, p.43), “costuma durar anos e, é adquirida naturalmente como consequência de uma infecção, ou artificialmente por inoculação de frações ou produtos de um agente infeccioso”. Segundo Peakman e Vergani (2011, p. 323) “a imunização ativa, é basicamente, um sinônimo de vacinação”.

Já a imunidade passiva, de curta duração, é obtida, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS (2010, p. 43) “naturalmente por transmissão materna (através da placenta) ou artificialmente por inoculação de anticorpos protetores específicos (soro de convalescente ou de pessoa imune, soro heterólogo, (…))”. Neste caso, há imunidade protetora do receptor, sem necessariamente uma resposta imune proveniente dele.

Ressalta-se que a resposta imune do organismo às vacinas depende basicamente de dois tipos de fatores: os inerentes a elas e os relacionados com o próprio organismo. Os mecanismos de ação das vacinas são diferentes variando de acordo com os seus componentes antigênicos.

As utilizadas na prática médica são constituídas por toxoides ou anatoxinas (exotoxinas modificadas por processos físicos ou químicos), bactérias mortas ou vivas modificadas, extratos bacterianos, vírus inativados ou vírus vivos atenuados, componentes antigênicos de vírus extraídos do plasma de seres humanos cronicamente infectados ou componentes antigênicos de agentes infecciosos obtidos por engenharia genética (BRASIL, 2000).

Quanto aos fatores relacionados ao próprio organismo, pode-se considerar: a idade, as doenças de base ou intercorrente, e/ou qualquer tipo de tratamento imunodepressor que por ventura o indivíduo estiver fazendo uso no momento. Estes fatores podem de fato, interferir no processo, já que, a capacidade desse organismo de responder adequadamente ao processo de vacinação pode ser comprometida.

 

Referências: 

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Capacitação de pessoal em sala de vacinação – manual do monitor. 2ª edição rev. e ampli. – Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2000.
  • PEAKMAN, M. & VERGANI D. Imunologia: básica e clínica – Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
  • ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICA DA SAÚDE. Módulos de princípios de epidemiologia para o controle de enfermidades. Módulo 2: Saúde e doença na população.  Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde, 2010.