Como funcionam as Vacinas

Imunização por definição significa ato ou efeito de imunizar. Um indivíduo para se tornar imune ou criar imunidade, seja ela ativa ou passiva a determinados microrganismos, precisa em um determinado momento se expor a ele. Essa resposta imune ou processo imunológico é concedido através de um conjunto de mecanismos onde uma substância é reconhecida como estranha pelo organismo humano e, posteriormente é metabolizada, neutralizada e/ou eliminada (BRASIL, 2001).

defesa

Nesse sentido, durante a administração da vacina, o ato ou a técnica de aplicação vai além do próprio procedimento uma vez que o conhecimento sobre a ação da vacina no organismo se torna imprescindível.

Vale lembrar que, de modo geral, os calendários de vacinação praticados atualmente no Brasil, destinam-se a indivíduos saudáveis e em condições de vida normal. São estabelecidos pelo PNI e equivalem ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública nacional. No entanto, algumas situações especiais, podem colocar os indivíduos em maior risco de adoecer ou apresentar eventos adversos pós-vacinação, necessitando de vacinas ou esquemas vacinais específicos. E, em outros casos, podem ainda indicar adiamento da vacinação e/ou até mesmo contraindicá-la.

Para entender o sistema imunológico e como as vacinas e outras substâncias estranhas agem no organismo, precisa-se definir alguns conceitos fundamentais.

Imunologia é o estudo da imunidade em sua acepção mais ampla, ou seja, dos eventos celulares e moleculares que ocorrem depois que o organismo encontra microrganismos e outras macromoléculas estranhas” (ABBAS, LICHTMAN & PILLAI, 2011, p. 03).

Ainda segundo os autores (2011, p. 03): A imunologia, em sua forma moderna, é uma ciência experimental em que as explicações dos fenômenos imunológicos são baseadas na observação de experimentos. A evolução da imunologia como uma disciplina ligada a pesquisas dependeu de nossa habilidade em manipular as funções do sistema imunológico em condições controladas.

Entende-se que imunologia é o ramo da biologia e/ou parte da medicina que estuda o sistema imune e/ou as reações de defesa do organismo, ou seja, ela estuda, dentre outros fatores, o funcionamento fisiológico do sistema imunológico de um indivíduo seja no estado sadio ou na presença de doenças. A imunologia teve sua importância declarada em 1980 quando a Organização Mundial de Saúde – OMS anunciou que a varíola, em decorrência de um programa de imunização, foi à primeira doença a ser erradicada no mundo inteiro (ABBAS, LICHTMAN & PILLAI, 2011).

Já o termo “imunidade” conforme explanado por Brunner e Suddarth (2009, p. 1508) “refere-se à resposta protetora específica do corpo contra um agente ou organismo invasor estranho”, onde o sistema imunológico, que funciona como mecanismo de defesa por intermédio de suas células e moléculas especializadas, atuam contra essa invasão permitindo uma resposta rápida e de maneira específica às substâncias ditas como estranhas. Murta et al., (2008, p. 229) corrobora com a afirmativa, quando declara que “a característica fundamental de todo o sistema imunológico é sua capacidade de distinguir e eliminar partes de um corpo estranho”, sejam elas, vírus, bactérias ou até mesmo células cancerígenas.

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Referências: 

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Normas de Vacinação. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
  • ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A.H. & PILLAI, S. Imunologia Celular e molecular. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
  • MURTA, G. F.; et al. Saberes e práticas: guia para ensino e aprendizado de enferamgem. 4. ed rev. e ampl. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2008.
  • SMELTZER, S. C.; BARE, B.G.; HINKLE, J.L.; CHEEVER, K.H. Brunner e Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 13 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

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