Vacina BCG

http://www.slideshare.net/NFont13/pp-sobre-imunizao-2

COMPOSIÇÃO

Bacilos vivos atenuados (Mycobacterium bovis).

APRESENTAÇÃO

Forma liofilizada, em ampolas multi-doses, acompanhada de ampola do diluente específico para a vacina.

ESQUEMA

Administrar dose única, o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

 DOSE E VOLUME

01 dose a partir do nascimento, sendo o volume  de 0,1 ml, rigorosamente.

OBS.: Se a primeira dose for aplicada com 6 anos ou mais, não há necessidade de revacinação.

 PARTICULARIDADES
    • Criança prematuras ou com baixo peso: adiar a vacinação até que atinjam 2 kg.
    • Na rotina dos serviços, a vacina é disponibilizada para crianças até 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias ainda não vacinadas.
    • Crianças vacinadas na faixa etária preconizada que não apresentam cicatriz vacinal após 6 (seis) meses da administração da vacina, revacinar apenas uma vez.
    • Contatos prolongados de portadores de hanseníase: vacinação seletiva, nas seguintes situações:
      • Menores de 1 (um) ano de idade:
  1. Não vacinados: administrar 1 (uma) dose de BCG.
  2. Comprovadamente vacinados: não administrar outra dose de BCG.
  3. Comprovadamente vacinados que não apresentem cicatriz vacinal: administrar uma dose de BCG seis meses após a última dose.
      • A partir de 1 (um) ano de idade:
  1. Sem cicatriz: administrar uma dose.
  2. Vacinados com uma dose: administrar outra dose de BCG, com intervalo mínimo de seis meses após a dose anterior.
  3. Vacinados com duas doses: não administrar outra dose de BCG.
    • Indivíduos expostos ao HIV:
      • Crianças filhas de mãe HIV positivo podem receber a vacina o mais precocemente possível até os 18 meses de idade, se assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência;
      • Crianças com idade entre 18 meses e 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas, somente podem receber a vacina BCG após sorologia negativa para HIV; para estes indivíduos, a revacinação é contraindicada;
      • A partir dos 5 (cinco) anos de idade, indivíduos portadores de HIV não dever ser vacinados, mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência.

 

CONSERVAÇÃO

Entre +2°C e +8°.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
    • Intradérmica, rigorosamente.
    • Local de aplicação: no nível da inserção inferior do músculo deltoide, na face externa superior do antebraço direito (quando for necessário administrar em outro local, registrar o local administrado no cartão de vacinação da criança).

 

CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO A DILUIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
    • Serrar e quebrar a ampola do diluente;
    • Aspirar o conteúdo e deixar a agulha protegida pela ampola;
    • Bater levemente com o dedo na ampola que contém o liófilo (pó);
    • Serrar o gargalo da ampola, limpar com algodão seco e protegê-lo com o saco plástico da embalagem;
    • Quebrar a ampola, retirar o saco plástico lentamente para que o ar penetre na ampola de forma gradual;
    • Injetar lentamente parte do diluente (cerca de 0,5 a 1,0ml) pelas paredes da ampola, umedecendo o pó vacinal;
    • Fazer movimento rotativo com a ampola para obter uma suspensão homogênea;
    • Injetar o restante do diluente e voltar a fazer o movimento rotativo coma ampola para que a suspensão fique homogênea;
    • Apoiar a ampola com a vacina reconstituída em um recipiente (copo plástico ou similar) e manter sob refrigeração (por até 6 horas – registrar data e hora da abertura da ampola; após este período, desprezar a vacina, de acordo com as normas da vigilância sanitária);
    • Antes de aspirar a vacina para aplicação, fazer um movimento rotativo com a ampola para que ocorra homogeneização;
    • Para administrar a vacina: o braço direito da pessoa deve estar imobillizado (o vacinador deve colocar uma das mãos por baixo do braço e distender a pele da região do deltóide com os dedos polegar e indicador).
EVOLUÇÃO ESPERADA DA LESÃO VACINAL
•1ª à 2ª Semana – mácula avermelhada.
•3ª à 4ª Semana – pústula com amolecimento central,  seguida de crosta.
•4ª à 5ª Semana – úlcera.
•6ª à 12ª Semana – cicatriz.
vacinareação
CUIDADOS COM A LESÃO QUE SURGE NO LOCAL DA VACINAÇÃO
    • A lesão não deve ser coberta, não deve ser realizado qualquer tipo de curativo ou adotado qualquer cuidado especial.
    • A lesão em pessoas previamente infectadas tem, geralmente, evolução mais acelerada, podendo ser maior e cicatrizar mais depressa.
    • É normal ocorrer enfartamento ganglionar não supurado axilar, supraclavicular ou infraclavicular (aparece geralmente de 3 a 6 semanas após a vacinação, podendo se prolongar de 1 a 3 meses, desaparecendo espontaneamente).